domingo, 9 de outubro de 2016

Olhares e sorrisos,

É por amor, de amor, para amar...
Não há nada mais belo do que olhares e sorrisos, porque neles não há mentira e quando há logo a gente percebe, mas vou tentar me ater apenas naqueles que realmente importam, pois são revestidos de verdade.
A gente passa a vida procurando um par de meia pra calçar, para aliviar o frio de nossos pés e muitas vezes não precisamos de um par de meia, mas de um corpo inteiro, nada é pior do que só metade; No enlace dos olhares compartilhados reside também a beleza dos sorrisos que se alternam na difícil missão de levar uma mensagem de amor a quem está ao nosso redor.
De tanto procurar, a gente também cansa e de repente o olhar reflete, o sorriso desaparece tentando se esconder da vergonha de naufragar num mar de ilusões, buscamos a solução baseados naquela história de "pagar pelo que fizemos", confesso não pensar muito a respeito disso porque verdadeiramente o olhar muda de acordo com nossa alma e não há nada mais belo do que o olhar perdido quando encontra um olhar compreensivo que busca olhar por amor, de amor e para amar.
Quando estamos já cansados a ponto de desistir nosso olhar se restaura o sorriso toma à frente, pois descobrimos que existem meias de pano e ursos de pelúcia que
sempre estarão ao nosso lado, não como acessórios, mas como amigos.


                                                                                                                                          Aline NC

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Dilemas

Foto de KF Fotografias

         Ela tem um jeito doce de ser, às vezes amargo, mas na maioria das vezes doce, ela é como se fosse uma flor que esqueceu-se de como desabrochar, mas ao nascer do dia  se levanta para mais uma vez encantar a todos.
         Ela é incompreendida, mal compreendida, cheia de mal entendidos que simplesmente a perseguem como se ela fosse a peça principal das desventuras do destino. Ela é manhã, sol, nos abraços e sorrisos, mas é noite e chuva, nas amizades, no carinho naquilo que ela insiste em esconder.
        Algumas vezes ela perde o rumo, a noção, mas na maioria delas ela não se deixa perder coisa alguma e confesso verdadeiramente que ela ama intensamente tudo aquilo que ela escolheu cautelosamente para amar, ela conserva um medo, uma insegurança típica de uma criança com medo de se machucar, mas ela também sente em quem deve confiar ainda que tudo e todos digam o contrário.
      Ela foi e ela sempre vai com medo mesmo, mas sempre pensa muito antes de fazê-lo e das poucas coisas das quais ela não se acha capaz ela faz brilhantemente, mas ainda não sabe. Ela é luz, transmite luz e amor, da forma mais bonita que já vi, demonstrando que para ser feliz é preciso apenas um sorriso carregado pelo calor de um dilema.

                                                                                                                    Aline NC.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Ínfimo



Foto de Kássia Fernanda

      São as pequenas coisas, os pequenos sentimentos que dificilmente nós lembramos, mas corriqueiramente sabemos que são os mais verdadeiros e especiais. O tempo é curto as coisas passam e os grandes sentimentos se vão com a mesma intensidade com que chegam, enquanto que as pequenas cosias permanecem imutáveis, imperceptíveis e nos mantêm vivos.
      Esperamos o momento certo para viver, agir, começar coisas grandes e nunca vamos concretizar porque as coisas grandes se iniciam pequenas ou não durarão tanto quanto sonhamos. Esperamos reconhecimento, ouvidos dispostos a nos escutar, olhares sinceros, mas quase nunca sabemos como oferecer o mesmo.
      Neste pequeno momento em que me encontro, percebo que quase nunca fui capaz de agradecer àqueles que sempre me deram muito em tão pouco, justamente por ser pouco eu não quis fui em busca do intenso, grande, avassalador quando o que eu necessitava era realmente era o pouco, porém constante, o pouco vestido de muito, os sorrisos incontáveis, as poucas palavras, nenhum conselho apenas orações.
     É neste impasse que o amor se faz, na necessidade de sermos muitos mesmo sendo apenas nós mesmos, naquilo que reveste a alma e não o ego.


                                                                                                          Aline NC.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Expectativas

 Ftoto de Kássia Fernanda
   Prefiro me calar a dizer coisas das quais irei me arrepender, prefiro olhar no espelho do que fora dele e enxergar coisas que não quero ver, prefiro ainda ser do que tentar não ser para agradar a quem não merece.
   São tantas expectativas, vontades, voltadas para uma imensidão de pessoas inseguras e dependentes de atenção, carinho, afeto. Tantas pessoas que preferem fugir do que enfrentar e assumir que alguns sentimentos não se vão nem com o tempo, nem com a distância e nem de acordo com as nossas vontades, somos tão egoístas em achar que podemos apagar alguém ou em imaginar que podemos manter alguém ao nosso lado, pois é somente em nós que pensamos quando essas coisas vêm na mente.
   Enquanto as lentes refletem somente o que está lá, nós passamos a refletir aquilo que o outro espera de nós e perdemos a essência do nosso ser, perdemos a capacidade de sermos aquilo que o nosso coração espera de nós, temos medo de amar, de ser, de demonstrar e mais medo ainda de ficarmos sozinhos por não fazermos tais coisas, então passamos a agir diferente da nossa essência apenas por medo de não aceitarem quem realmente somos.
   Não se pode verdadeiramente fugir de coisa alguma que seja igual ao amor e a cada vez que o amor bate em nossa porta temos a opção de torná-lo verdadeiramente amor ou deixá-lo ser só mais uma coisa da qual tivemos medo.


                                                                                                                                     Aline NC.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Mundo paralelo



 São só algumas noções básicas de sobrevivência que me fazem assim, tão subitamente colocada dentro de meus pensamentos, tão desfocada sobre meu futuro, tão consciente das decisões que devo tomar.
    Em alguns momentos gritos, noutros sussurros, uma junção de sentimentos que  prefiro deixar subentendido, mais que como uma tentativa de colocar a razão acima do meu coração. São só sensações, emoções que me vêm a todo tempo, mas ninguém percebe, aliás me espanta um pouco que alguém saiba mais de mim do que o trivial, pois " sou um livro aberto" só que fechado apenas para quem merece, embora não hajam muitas pessoas desse tipo.
     A verdade é que sou muito gente boa, estressada e tenho uma necessidade vital de ajudar as pessoas das quais gosto só que de um jeito sutil, me encanta a vida, os sabores e os amores. Tenho meus remorsos, minhas fossas e um jeito misterioso de não transparecer mistério algum, já que acabo considerando os fatos da minha vida não emocionantes o suficiente para serem compartilhados com alguém que não eu.
    É um mundo paralelo,um momento diferente das outras pessoas, não existe tanta inocência há, no entanto maturidade escondida numa aparente doce personalidade, mas as pessoas são mais que uma casca.
    São sentimentos que me fazem viver um dia de cada vez, na busca pelas perspectivas futuras, porque o hoje já é difícil o suficiente, fora as vezes em que me pego diretamente colocada dentro de pensamentos, quando de repente tudo é despejado em minha mente, no meio de tantas imperfeições, sorrisos e brincadeiras surge uma imensa responsabilidade de ser muito mais do que penso para quem menos espero.



                                                                                                                             Aline NC.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Deixe estar

     
    A delicadeza exposta ao horror não deixa de ser delicada, apenas se torna mais difícil de enxergar; talvez essa dificuldade torne as pessoas menos acessíveis apesar de quererem dar acesso.
    É tão incerta a certeza que temos, as coisas simplesmente desmoronam dentro de nós sem que estejamos sequer preparados, mesmo assim certas coisas nos pegam na maior certeza incerta de que temos todo o controle sobre as coisas que nos acontecem quando não temos.
   Receio estar verdadeiramente desapontada com todos estes sentimentos, provocados por outros sentimentos dos quais nem faço ideia. Afastar-se daquilo que faz mal é verdadeiramente libertador, mas afastar-se daquilo que faz bem torna as coisas tão complicadas e difíceis, embora isso ocorra, ainda assim estamos nos afastando e complicando coisas simples, desperdiçando bons amigos, boas conversas, em troca da liberdade que aprisiona, de coisas e pessoas esquisitas as quais acreditamos amar.
    Ah o amor, ô negócio fácil de ser confundido com posse, porém somos nós mesmos que deixamos as coisas chegarem além do que deveriam, simplesmente não percebemos pois estamos ocupados  querendo ser um lindo sonho de alguém.
   Não tem que ser assim.
   Deixe estar, amizades vêm e vão o tempo inteiro, pessoas da mesma maneira e estar desapontada não é algo totalmente ruim, é uma forma esquisita de amar, deixar ir, se permitir permanecer com o que há de bom, fechar a porta e deixar a janela aberta. 



                                                                                               Aline NC.

domingo, 6 de março de 2016

Sem pontos finais.

Foto de Kássia Fernanda


     Antes de ir, deixo um pouco daquilo que carreguei, por entre tantos lugares aos quais gostaria de ter ido pessoalmente, mas apenas fui em pensamento. E por falar em pensamento, me pego perdida entre tantos deles, tantas coisas que me levam a prosseguir e que mesmo assim não consigo dizê-las, sigo calada, tentando recompor as partes minhas que estão perdidas por aí, em algum coração despedaçado por minhas mãos. 
    Ah sim, não tive a intenção, no entanto ainda assim deixei um pouco de mim nos outros, embora eles não queiram mais ter nada meu,nem eu queira dar-lhes mais nada -é incrível como nada se faz da maneira como pensamos!- Sigo pondo reticências ao invés de pontos finais, justamente por acreditar que no final das coisas o amor se modifica, mas não deixa de ser amor.
   Ufa! Mais uma vez o amor bate à porta e eu vou como se nunca tivesse acontecido, me lanço, me jogo, até perceber que só eu amei- não podia ser diferente!- eu simplesmente não percebo, não escuto ninguém e acho que estou indo devagar quando na verdade fui correndo, vomitando tudo aquilo que sinto.
    O antes não importa, fecho os olhos, vejo o hoje, imagino o amanhã, aguardo o ponto final, mas sempre vem três em meu coração.



                                                                                                                                                  Aline NC

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Miragem

   

Kássia Fernanda 

    Humildemente, mais uma vez, mais um passo, tímido, porém um começo, de algo que talvez seja o verdadeiro divisor de águas em sua vida, da maneira mais singela de dizer algo, e é com o coração, com o toque mais doce, o olhar mais sincero e a necessidade mais sensata de mostrar-se.
    Sua alma, se esconde na imensidão de seus pensamentos,mas com passos leves, tranquilos ele segue adiante numa tentativa incessante de fazer-se melhor, talvez essa seja sua última oportunidade de fazer as coisas soarem melhor em seus próprios ouvidos, está longe de uma tentativa de provar algo a quem quer que seja é antes uma necessidade de ser e demonstrar a si mesmo do que é capaz.
     Após um último suspiro, de relance, ao som do mar ele a vê, calma, tranquila e cheia de pensamentos conturbados que não fazem sentido, mas ainda assim pára e a observa, sem entender, porém disposto a compreender as lacunas de sua alma.
     Ao despir sua alma ele permite que a invadam e enquanto coloca-se inteiro para fora de si, a observa  em suas imperfeições, em suas ilusões e a sente voar para longe outra vez. Então sopra uma brisa leve, e ele finalmente toma coragem para torná-la mais que uma miragem.


                                                                                                                                          Aline NC.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Será que dar nome é a questão?




                 Embora tantas coisas sejam controversas, ela sorri e enxerga o mundo com a inocência de quem sabe que as coisas irão melhorar ainda que todos digam, pensem falem o contrário. Ela sabe que bem no fundo de sua alma cabem as emoções programadas para não serem sentidas e mesmo que os olhos já não sejam a janela da alma, a mesma o enxerga como se fosse e se confunde,se difunde essa ideia de que é preciso ser o que não se é afim de que sejamos todos iguais a modelos pré-existentes de beleza, do modo de falar, do modo de agir, da religião, crença, raça.
               Ela insiste em prestar atenção nas entrelinhas, naquilo que o coração fala quando a a boca diz o inverso, no rosto suado, na voz cansada que grita por amor ao demonstrar não o querer; que fala berra, xinga e ainda assim anseia que sua alma pare de sangrar, que alguém enxergue não só o esteriótipo projetado para afastar.
             Vejo machistas, feministas, cada um defende alguma coisa e a expõe e a denomina e a diferencia, quando as almas todas buscam apenas por atenção. Ela bem sabe que esteriótipos são impostos, designados e de fato dar nome não torna algo melhor, apenas demonstra o quão ela se sente diferente por não pertencer a nada disso, por querer se encaixar em algo apenas para poder ser denominada.
             Então ela cresce e percebe o quão ignorante é essa necessidade de quantificar, qualificar,denominar cada pessoa quase que como rótulos, receitas ou bulas, no entanto onde ela se encontra, muitos se perdem. Será mesmo que as almas devem se perder  tentando buscar ser?
Se "tudo é   questão de obedecer ao instinto que o coração ensina a ter", não existe razão óbvia para que ela se torne alguém vazio.





                                                                                                                                        Aline NC.