sábado, 28 de janeiro de 2017

Réu confessa

Foto de Kássia Fernanda

O olhar é frio, mas a alma é carregada de amor. Consistente, mas réu confessa das amarras da alma.
Dificilmente  o horizonte tem o poder de ser simplesmente aquilo que seu interior propõe; interior inquieto, indeciso, cheio de possibilidades, verdades, medos.
-Confesso!- E réu confessa, se propõe a fazer tudo aquilo que não deveria, para justificar os erros cometidos outrora,  por amor, ou por não amar. É incrível como o amor proporciona coisas que não poderíamos conhecer sem ele, e mesmo no mais frio olhar, se fez, na ventania de uma tempestade a calmaria no aconchego da dor, o amor.
Ela ouve com calma um pedido : -Desculpa!- Ela se perdeu, mas não havia mais medo, nem indecisão, só uma sensação boa de perdoar, com a consciência de não cometer a loucura  deixando adentrar em seu coração, qualquer tipo de amor.




                                                                                                                              Aline NC.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Ver?

    Sempre há o que olhar, mas normalmente não olhamos aquilo que realmente queremos ver simplesmente porque o que vemos nem sempre é o que queremos , essa sensação esquisita no vácuo entre o querer e o ver é onde se encontra o olhar.

     Somos dizimados pelas tentativas de enxergar além do que se pode visualizar o que  é incrivelmente difícil, já que somos ensinados a esconder o que temos de mais valioso, a alma. É na alma que encontramos nosso "verdadeiro eu" esperando ser descoberto por alguém, mas sem dar chance nenhuma de que alguém descubra.

Talvez, mesmo nas diferenças entre o ver e o olhar ainda seja melhor ver bem


                                                                                                                         com o coração,



                                                                                                                          Aline NC.